Sobre o Sítio Sertãozinho

Guimarães Rosa nos deixou esta inspiração, quiçá este legado: SERTÃO SER TAL!

Conheci a obra de Guimarães Rosa, através do meu pai, que decorava parágrafos inteiros do Grande Sertão Veredas e os recitava nos seus merecidos descansos dos finais de semana em nossa casa de campo. Eu ouvia e queria ir mais fundo.

Criança ainda, não encontrava aquele SER TAL, mas algo em mim apontava um caminho. Não demorou muito: nos braços, no seio e no útero da MÃE TERRA, fui seguindo pequenos VAGALUMES, que me guiaram ao SER TAL.

Cresci um pouco diferente das meninas, das mocinhas da minha época, mas seguia feliz na plena solitude do SER TAL: Caminhos desbravei, sertão afora da minha vida. Subi montanhas, pulei riachos, tropecei em pedras, desviei-me de caminhos, me perdi em encruzilhadas, mas nunca desisti do SERTÃO!

Ele era o Norte, e porque não dizer o Leme! “Tudo vale a pena se a Alma não é pequena”; E assim caminhei. Até receber a Graça de parar neste lugarejo chamado SERTÃO com meu amor Orestes.

Presente recebido dos deuses, possibilitado por ele: Orestes. Que na primeira semana o batizou de Sertãozinho.

Aqui estamos há 22 anos juntos. Subindo a montanha, mas também deslizando em riachos, remando juntos no rio, ouvindo o coração nas encruzilhadas e seguindo em frente.

Ele com seus 6 filhos, eu com 3 . Os 6 fazendo parte da nossa história, da nossa jornada  e neste momento compreendo o nome Sertãozinho.

Era realmente o nome inspirado por ELE, porque aqui nesta montanha, nesta terra sagrada para nós, compreendemos que aqui chegam almas e almas pedem aconchego, carinho, doçura e essa é a grande travessia para SER TAL! SERTÃO!

Com nosso respeito e carinho,

Magui e Orestes